quinta-feira, 9 de outubro de 2014

PLANO B

Escrevo este texto mas não tenho um pingo de certeza dele. Essa é a natureza de qualquer plano B, a incerteza. Tenho um plano B pra tudo na minha vida. Família, amigos, emprego, cachorro, namorada. Ninguém me escapa. E ainda assim, às vezes tiro da manga um plano C, caso o plano B venha a dar com os burros n'água. Não é planejamento, é controle de crise.

Só que nem todo mundo age de forma inteligente. Tem gente que vai na sorte. São os famigerados "Ih, fodeu!". Mentalize o seguinte cenário: o Sr. Fudido quer passar adiante uma nota de cinquenta reais falsa que recebeu de um amigo. Então, ele vai na banca de jornal e tenta comprar qualquer revista com a nota. Escolhe uma revista Veja. Devo alertar vocês que o Sr. Fudido é uma besta quadrada. Na hora de pagar, o dono da banca percebe que a nota é falsa e avisa o Sr. Fudido, que exclama: "Ih, fodeu!" e sai correndo, desembestado. Mas se tivesse dado certo, ele voltaria para casa com uma revista Veja, que custa em média dez reais e é uma merda do mesmo jeito. Ou seja, como disse antes, Sr. Fudido é uma besta quadrada.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014


O fim de tarde tem um significado maior para mim. Não importa se o céu está encoberto por nuvens que se tornam escuras devido ao sol que baixa, deixando tudo numa penumbra que destaca qualquer luz ou fogo, ou se o sol ainda aparece no céu, deitando devagar e tocando tudo nos seus últimos momentos, o certo é que eu sempre tenho que admirar quando estou na estrada. O fim de tarde sempre me leva de volta para minha infância ou para alguns dos meus sonhos. Na infância não sei dizer ao certo em que época, mas o que sinto é que as coisas mais significativas que aconteceram quando eu era pequeno foram nesse período do dia. É o que eu sinto, mas não tenho certeza disso. Nessas horas o que vem na minha cabeça são sensações, não imagens. E nessas horas dá vontade de largar tudo e perguntar para Deus: "deixa eu voltar?". Meus sonhos também, parece que a maioria deles aconteceram nesse momento. Na minha cabeça maluca os meus sonhos não acontecem à noite, de manhãzinha ou na hora do almoço. Eles acontecem com o sol no poente, se despedindo de todo mundo, mas deixando a recordação de um dos momentos mais bonitos do dia. O mais curioso é que nessa hora sempre me dá um aperto estranho no peito, mas ao mesmo tempo não consigo deixar de sorrir.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Senna

O fatídico 1° de maio de 1994 foi diferente dos tantos outros domingos do outono de 1994. 20 anos depois e ainda lembro dele como um dia sombrio, o que significa que deve ter chovido em São Paulo  ao menos nublado. 

Não se falava em outra coisa na televisão: o trágico acidente que matou Ayrton Senna, no autódromo de Ímola, na Itália. Pessoas foram lá para casa, e lembro de ouvir quase sem querer opiniões abismadas e tristes sobre a morte de Senna. É essa a impressão que ficou daquele domingo: não era a morte de um ente querido ou de um amigo da família, mas era a morte de alguém que de alguma forma tinha sido importante e amado. Era tudo tão inesperado, todo mundo estava realmente abalado com aquilo. 

Menos eu. Eu estava de saco cheio mesmo. Eu queria era jogar video-game.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Algum vocabulário e muito tempo livre

De tempos em tempos, me ponho a pensar em nomes substitutos para o Edgariando. Mas o negócio aqui tem regras. Não é uma coisa aleatória. O processo obedece os mais rigorosos padrões de qualidade existentes. A métrica perfeita deve prevalecer, como uma letra do Chico Buarque. A sonoridade deve ser precisa e impecável, como uma orquestra experiente.

Exemplos:
  • CAMINHANDO E CANTANDO
  • VOU ESTAR ENVIANDO
  • UMA MOBILETE ANDANDO
  • DE VEZ EM QUANDO
  • NÃO É PRA TANTO
  • LEONARDO & LEANDRO

Pois é.